Mais de 70 clientes tiveram sigilo violado
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terça-feira, 18 de setembro de 2001
De Curitiba 
De acordo com denúncias do ex-sargento Jorge Luiz Martins, o departamento de segurança do Banco HSBC mantinha relações estreitas com funcionários da Receita Federal, que faziam a consulta e quebravam sigilos fiscais de clientes em menos de 40 minutos. De acordo com o depoimento de Martins, mais de 70 clientes do banco em todo o Brasil tiveram seu sigilo fiscal e telefônico violado. Entre as empresas atingidas estariam a Agro Industrial Sultepa Ltda (de Porto Alegre/RS), o Consórcio Mendes Júnior Sultepa (de Santo Amaro da Imperatriz/SC) e Toca Confecções e Facções Ltda (Balneário Camboriú/SC).
O coronel Lício Pereira, consultor de segurança do HSBC, negou que tivesse conhecimento deste tipo de atividade dentro do banco. ''Isso é crime e se era praticado merece punição'', analisou ele. Pereira alertou para o fato de os documentos terem sido adulterados. Todos eles se referem ao ano de 1997 em diante. Período em que o HSBC já era o dono do banco paranaense.
Os parlamentares pretendiam fazer uma acareação entre o ex-sargento Jorge Luiz Martins e o coronel, mas não foi necessário. ''Ele veio aqui sabendo que tinha uma fita comprovando a veracidade do depoimento prestado por Martins. Disse o que sabia. Acabou não sendo necessária uma acareação'', salientou o presidente da CPI da Telefonia, Tony Garcia (PPB).
Telefonia celular Também foi ouvido ontem o diretor técnico da Tim Celular, Gil Odebrecht. Ele foi dar explicações sobre os problemas e reclamações feitas por consumidores sobre o trabalho da operadora. A maior parte dos atendimentos feitos na Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) se refere a cobranças indevidas. (L.P.)


