Curitiba - Mais de 200 pessoas divididas entre petistas e tucanos foram enviadas para o ''cadeião'' instalado pela Justiça Eleitoral nas dependências da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Curitiba. O número de detidos superou e muito as ocorrências registradas no primeiro turno, quando foram detidas 45 pessoas. Segundo o juiz eleitoral Alexandre Fabiani, quase a totalidade dos detidos estava fazendo boca-de-urna, atitude proibida pela legislação eleitoral.
Do total de detidos ontem, a Justiça Eleitoral abriu processo contra 176 pessoas, que foram liberadas somente no final do dia. A maioria deverá cumprir pena com a realização de trabalho alternativo. Entre os detidos estava a advogada do PT, Miriam Gonçalves, acusada de fazer boca-de-urna na frente do colégio Júlia Wanderley, onde estava votando o governador Roberto Requião.
Entre os cabos eleitorais detidos, havia 15 menores que foram encaminhados à Vara da Infância e da Adolescência que instalou uma sala especial no ''cadeião''.
Os menores foram obrigados a ver um vídeo educativo sobre legislação eleitoral e foram liberados mediante a presença dos pais ou responsáveis.
O cabo eleitoral Marcos Luiz Silvério de Souza, 34 anos, ficou revoltado com a prisão. Ele disse que foi obrigado a portar uma bandeira pela coordenação da coligação ''Tá na hora Curitiba'', do candidato petista Ângelo Vanhoni, sob pena de não receber os R$ 20 prometidos pelo dia de trabalho.

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