O Paraná registrou manutenção do índice de eleitores que não compareceram à urnas na eleição de domingo, na comparação com o primeiro turno da campanha de 2002. Nas duas ocasiões, 16,2% do eleitorado paranaense se absteve de escolher um candidato - dentro de um universo de 7.121.257 votantes, o dado equivale a 1.153.861 eleitores. Apesar do percentual idêntico, o número é superior aos 1.078.369 de ausentes no pleito de quatro anos atrás, descontando o crescimento vegetativo do eleitorado.
Ao todo, no primeiro turno deste ano foram 5.967.396 de votos válidos no Estado. Entre os votos inválidos, os números mais expressivos foram registrados na escolha de um nome para o Senado: 369.087 votos em branco (6,19%) e 505.175 nulos (8,47%).
Já o montante dos que contarão efetivamente para a decisão do segundo turno no Paraná não devem passar despercebidos nos cálculos dos candidatos em busca de vitória: só para governador, 213.130 pessoas (3,57%) votaram em branco diante dos 11 nomes para o Palácio Iguaçu, e 331.643 (5,56%) preferiram anular. Já a disputa à Presidência da República teve 145.476 votos em branco (2,44%) e 250.502 (4,2%) votos nulos.
Para o sociólogo Ronaldo Baltar, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a tendência de migração deve ser maior em relação aos ausentes, se comparado com os que simplesmente invalidaram o voto. ''Boa parte é de gente que não votou porque estava viajando ou porque não quis, mas, pelo que se viu nos últimos turnos, isso tende cair na segunda etapa da campanha'', disse. O sociólogo acredita que os esforços de Requião e Osmar devem ser concentrados pela conquista dos eleitores ausentes.

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