Mais cinco vereadores de Guarapuava envolvidos em desvio de dinheiro
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um dia depois do presidente da Câmara de Guarapuava, Ademir Strechar (PMDB), ser preso em flagrante por se apropriar de salário de funcionários do Legislativo municipal, ontem o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) divulgou que outros cinco vereadores participavam do mesmo esquema, que também envolvia a contratação de funcionários fantasmas.
A Operação Fantasma cumpriu durante o dia de ontem 30 mandados de busca e apreensão. São 17 pessoas já identificadas que atuavam como ''fantasmas''. ''Temos 17 ''fantasmas'' catalogados e identificados, que ficavam com parte do dinheiro e eram pessoas da confiança dos vereadores'', conta o coordenador estadual do Gaeco, procurador de Justiça Leonir Batisti. Os outros vereadores envolvidos - metade dos parlamentares da Câmara - são Sadi Federle (PSB); Thiago Cordova (PPS); Hamilton Carlos de Lima (PP), o Pé-de-Cana; e João Napoleão (PSDB); além do vereador licenciado Fernando Alberto dos Santos (PP), o Fernando da Maçã. O único que chegou a ser preso ontem foi o Fernando da Maça, por porte ilegal de arma, mas ele pagou fiança e foi liberado horas depois.
A investigação apontou que os primeiros sinais do esquema apareceram em 2007, fortalecendo-se a partir do ano seguinte. O valor estimado de recursos públicos no esquema é de, pelo menos, R$ 1,2 milhão. ''A divisão era de 50% para cada parte ou algo em torno de 60% a 40%'', estima Batisti. De acordo com ele, nesse momento a investigação não abrange outros parlamentares da cidade.
Os vereadores vão responder pelo crime de peculato. A situação propicia a abertura de um pedido de impeachment que, caso queiram, poderia ser pedido pelos outros vereadores da Câmara. Outra opção para a perda do mandato é o pedido do Ministério Público do Paraná à Justiça, em caráter cautelar, mas isso ainda não foi feito. A Câmara ficou fechada durante a manhã de ontem e, à tarde, por telefone, a Reportagem foi informada que não havia ninguém para comentar o assunto.


