Mais 49 mortos no Oriente Médio
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sábado, 06 de abril de 2002
France Presse 
Doha - Pelo menos 30 palestinos foram mortos ontem no acampamento de refugiados de Jenin (norte da Cisjordânia) em confrontos com o exército israelense, afirmou o ministro palestino da Informação, Yasser Abed Rabbo, à rede de televisão Al-Jazeera.
Hoje é o dia dos massacres. O diretor do hospital de Jenin me disse que há pelo menos 30 mártires em um dos bairros de Jenin, disse o ministro.
O exército de Israel anunciou a morte de sete soldados israelenses desde sexta-feira em Jenin.
Outras informações de moradores de Jenin dão conta de mais de 100 mártires no campo, entre as pessoas que conhecem, acrescentou.
Segundo os palestinos no interior do campo, o exército israelense tenta invadir o local, mas enfrenta a resistência de palestinos armados que dizem estar dispostos a defender o campo até a morte.
Em Nablus, dez pessoas morreram e dezenas foram feridas ontem, depois de uma intensa noite de combates entre soldados israelenses e os ativistas jpalestinos, confirmaram à AFP fontes médicas e autoridades locais.
Outros dois palestinos, entre eles uma menina de 10 anos, morreram por disparos israelenses, ontem, em dois incidentes separados em Ramallah e Bitunia, localidade vizinha, informaram fontes hospitalares palestinas.
Em Ramallah, o exército israelense entrou ontem na casa do representante político do Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas) em Ramallah (Cisjordânia), Hassan Youssef, levando seu filho, informou à AFP uma alta autoridade da organização em Gaza. Youssef não estava em casa.
Solução A preocupação aumentou ontem na basílica da Natividade, em Belém, cercada desde a última terça-feira pelo exército israelense, onde estão entrincheirados uns 200 combatentes palestinos.
O temor de um assalto iminente, expressado sexta-feira em Roma pelo porta-voz dos franciscanos, se estendeu instantaneamente na igreja entre os combatentes palestinos, alguns civis e uns 30 franciscanos que estão no templo.
O Vaticano apresentou a israelenses e palestinos uma possibilidade de solução para acabar com o cerco à basílica da Natividade em Belém sem derramamento de sangue, anunciou ontem a agência Ansa.
Os detalhes dessa proposta não foram indicados. O padre Davi Jaeger, porta-voz da comunidade franciscana da Terra Santa, pediu às duas partes que aceitem as hipóteses de soluções propostas.


