Curitiba - Mais 12 mandados de prisão temporária da investigação que descobriu um esquema fraudulento de empréstimos na Prefeitura de Itaperuçu (Região Metropolitana de Curitiba) foram cumpridos pela polícia entre a noite de terça e a tarde de ontem. O esquema teria deixado um prejuízo de R$ 1 milhão ao Paraná Banco. De acordo com a polícia, os empréstimos teriam sido feitos por pessoas com documentos falsificados da prefeitura. Na segunda-feira, 58 pessoas foram presas.
De acordo com o delegado do Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce), Robson Barreto, responsável pelo caso, os documentos teriam sido falsificados com ajuda de funcionários do departamento de Recursos Humanos da prefeitura, que também concederiam autorizações para que os empréstimos, em valores máximos, cerca de R$ 13 mil cada, fossem aprovados. A empresa Century Investimentos Ltda. seria a responsável pelo intermédio do acordo firmado por convênio entre prefeitura e Paraná Banco para realizar os empréstimos.
A polícia ainda faz interrogatórios, no Centro de Triagem 2, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). ''Devemos ainda realizar acareações. Já temos alguns nomes'', afirmou o delegado, que não pode citar nomes em virtude do sigilo determinado pela Justiça. Ele contou que alguns dos novos detidos se entregaram e outros foram encontrados. Ainda na terça-feira, a polícia informou que o filho do prefeito de Itaperuçu poderia ser um dos articuladores do esquema. O Paraná Banco disse que, em razão do sigilo, não comentará o assunto.
O prefeito José de Castro França disse, por meio do advogado Álvaro Cassetari, que dará uma coletiva para comentar o assunto. Ele ainda não teria se manifestado para não atrapalhar as investigações. Cassetari voltou a ressaltar que a prefeitura foi um dos denunciantes, ao lado do Paraná Banco, e contou que o atual chefe do RH da prefeitura não está envolvido com o caso. Segundo o advogado, teria partido do próprio funcionário a desconfiança sobre os empréstimos. O advogado lembrou que, na época das fraudes, uma funcionária chefiava o setor da prefeitura. Ele não citou o nome dela.
A empresa Century foi procurada pela reportagem da FOLHA, mas nenhum representante foi encontrado para comentar o caso.

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