Maioria terá problema para pagar no final do ano, diz Femupar
Patrícia Zanin
A Federação das Associações de Municípios do Paraná (Femupar) estima que a grande maioria das prefeituras vai enfrentar dificuldade no final do ano para pagar o 13º do funcionalismo. Ainda não há um levantamento concluído - a Femupar mandou questionários para todas as 399 prefeituras do Estado - mas o presidente da entidade e prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), disse que não está sobrando dinheiro para que os prefeitos façam provisão para o 13º salário.
Para quase todas as prefeituras, está difícil guardar em conta separada, reconheceu o municipalista. Para facilitar o pagamento, José do Carmo lembra que as prefeituras deveriam depositar todo mês 1/12 do valor da folha para fazer caixa e garantir o salário extra de final de ano. Mas não está sobrando, argumentou.
Ele estima que, este ano, deve se repitir a situação ocorrida no ano passado, quando a maioria dos prefeitos pagou apenas uma folha em dezembro, quando o correto seria pagar os salários do mês, mais o 13º. José do Carmo orienta os prefeitos a reduzir o custeio para ganhar fôlego no caixa extra. Contrair empréstimo não é política indicada. O melhor é puxar o freio de mão no custeio, alertou.
Levantamento feito pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP) há cerca de um ano mostrou que as prefeituras do Estado gastam, em média, 38% de seu orçamento com custeio e 42% com folha de pagamento. O restante - 20% - é usado para pagar encargos sociais, amortização de dívidas, juros, empréstimos e fazer investimentos. O déficit orçamentário das prefeituras caiu de 11% em 96 para 2% em 97. Vivemos um processo de transformação que exige uma nova forma de administrar, afirmou José do Carmo.





