Maioria pedetista quer candidato
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terça-feira, 28 de abril de 1998
Patrícia Zanin 
O presidente do diretório estadual do PDT, Nelton Friedrich, avaliou ontem que o racha entre PDT e PT no Rio de Janeiro refletirá no fechamento de aliança entre as siglas em todos os Estados, incluindo o Paraná. O reflexo é de maior ou de menor intensidade dependendo do caso, afirmou. Apesar de o PDT estar participando das reuniões com os partidos que integram a frente de oposições no Estado, Friedrich diz que uma pesquisa interna realizada pela sigla revela que 55% dos consultados preferem o lançamento de candidatura própria ao governo do Paraná.
Friedrich diz que, em segundo lugar está a vontade de uma coligação com o PMDB, com 22% da preferência. Em terceiro, vem o PFL do governador Jaime Lerner com 11%; em quarto uma aliança com o PSDB, com 7% e, em último, uma coligação com o PT, que obteve apenas 5% dos votos.
Não vamos, em nenhuma hipótese, trabalhar o palanque nacional diferente do estadual. Seria uma incoerência, afirma. Friedrich admite que uma ala do PDT é afinada com Lerner e defende uma aliança. O governador deixou a sigla no ano passado. Se ele (Lerner) fizer um gesto patriótico e cívico, de romper com o governo federal nós estudamos. Do jeito que está, com ele nos braços do PFL é difícil uma aliança, afirma.
Embora esteja prevalecendo a tese de candidatura própria, o PDT encontra dificuldades de nomes. Será, talvez, um apóstolo da causa, com a missão partidária de fortalecer as candidaturas de deputados estaduais e federais, analisa.
O prefeito de Londrina Antonio Belinati (PDT) está hoje no Rio de Janeiro para uma visita à direção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e avalia que no mês que vem, em Londrina, o partido pode tirar uma definição sobre os rumos a tomar, durante um encontro com Friedrich. Ele avalia, portanto, que não compensaria lançar um candidato por lançar, apenas como figurante. Bato na tecla de que não pode haver um suicídio eleitoral, defende. Ele tentaria encontrar-se com o ex-governador Leonel Brizola.
O PDT, segundo Friedrich, tem 61 prefeitos, 76 vices e 752 vereadores em todo o Estado. Antes da saída do governador eram 111 prefeitos e 91 vices. A direção do partido estima que sejam 80 mil filiados no Paraná.


