Curitiba - A Assembléia Legislativa manteve ontem a maioria dos 14 vetos do governador Roberto Requião (PMDB) ao orçamento do Estado para 2007, inclusive o item que tratava da aplicação do orçamento na área da Saúde. No orçamento enviado à Casa pelo Executivo, estavam incluídas na área da Saúde despesas com o Hospital Militar, com o Serviço de Assistência à Saúde do Servidor (SAS) e com programas de saneamento, entre outras. A oposição alega que tais despesas não poderiam ser incluídas e acusa o governo de tentar atingir, a qualquer custo, o percentual mínimo constitucional de 12% para aplicação de verbas na Saúde. Os vetos foram mantidos com 25 votos favoráveis.
O único veto do governo que foi votado separadamente, referente a abertura de créditos suplementares necessários para a transferência de recursos para a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, foi derrubado por 45 parlamentares. O requerimento - pedindo que a votação ocorresse separadamente - foi apresentado pelo deputado André Vargas (PT), que no momento da votação não estava presente no plenário. O fato gerou um bate-boca entre o deputado Jocelito Canto (PTB) e o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB). ''Ele nem está aqui para explicar os motivos do requerimento'', protestou Canto, que também fez referência aos interesses do petista, já que ele está sendo cotado para assumir a Secretaria de Trabalho. (C.S.)

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