Maioria dos deputados paranaenses aprova financiamento privado
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba Entre os 30 deputados federais do Paraná, a maioria se mostrou favorável à continuidade do financiamento empresarial para partidos políticos, um dos temas que fazem parte da Reforma Política (PEC 182/07) que vêm sendo discutidos na Câmara. O tema foi colocado em votação na última terça-feira e a inclusão das doações na Constituição havia sido rejeitado, entretanto, graças a uma emenda aglutinativa resultante de uma manobra liderada pela Presidência da Casa, a proposta voltou a plenário e foi aprovada por 330 votos a 141.
Onze paranaenses votaram contra: Aliel Machado (PC do B); Marcelo Belinati (PP); Rubens Bueno (PPS); Sandro Alex (PPS); Leopoldo Meyer (PSB); Assis do Couto (PT); Ênio Verri (PT); Toninho Wandscheer (PT); Zeca Dirceu (PT); Christiane de Souza Yared (PTN); Leandre (PV). Outros 17 deputados votaram a favor: Diego Garcia (PHS); Hermes Parcianello (PMDB); João Arruda (PMDB); Osmar Serraglio (PMDB); Sérgio Souza (PMDB); Dilceu Sperafico (PP); Nelson Meurer (PP); Ricardo Barros (PP); Giacobo (PR); Luiz Nishimori (PR); Luciano Ducci (PSB); Edmar Arruda (PSC); Evandro Roman (PSD); Alfredo Kaefer (PSDB); Luiz Carlos Hauly (PSDB); Rossoni (PSDB); Alex Canziani (PTB) e Fernando Francischini (SD). Takayama (PSC) está de licença médica e não votou.
Se a PEC for aprovada também no Senado, os candidatos continuam proibidos de aceitar financiamento privado de forma direta. Mas, na prática, as legendas poderão repassar os valores para seus candidatos nas eleições. Ênio Verri (PT) criticou o resultado. "Esta aprovação, mesmo sendo em primeira votação, só pode ser considerada um retrocesso", disse. De acordo com ele, a expectativa é de que no Senado a proposta possa ser alterada. Já Ricardo Barros (PP) afirmou que a continuidade do financiamento "é a melhor solução". "A manutenção do sistema atual me parece a alternativa mais acertada."


