Maioria dos advogados vai recorrer da sentença
Curitiba Enquanto parte dos advogados dos envolvidos na Lava Jato considerou correta a decisão de ontem do juiz federal Sérgio Moro, outros já adiantaram que vão recorrer da sentença no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Para Tracy Reinaldet, que compõe a equipe de advogados que defende Alberto Youssef, a colaboração prestada por seu cliente já vinha sendo reconhecida, entretanto, a sentença "valida" a efetividade dos depoimentos.
"A defesa vê com bons olhos a sentença proferida pelo magistrado. O conteúdo dos depoimentos foi efetivo e auxiliou nas investigações", disse. Ele ainda antecipou que no dia 24 de setembro os defensores do doleiro e os procuradores do MPF devem se reunir para avaliar novamente a colaboração prestada pelo londrinense. O advogado de Antônio Almeida da Silva, Carlos Alberto da Costa Silva, reforçou que "a sentença está absolutamente correta e foi proferida com extremo bom senso do magistrado".
Já Maurício Schaun Jalil, defensor de Márcio Bonilho informou que a defesa não concorda com a sentença e que vai recorrer à segunda instância. "Não concordamos com a decisão e, por isso, devemos recorrer. Primeiramente, vamos analisar profundamente a sentença. Caso detectemos algum ponto dissonante vamos entrar com um embargo de declaração na própria Justiça Federal do Paraná para que a sentença seja revista. Caso isso não ocorra, vamos entrar com o recurso no TRF4. Refutamos veemente a condenação de meu cliente por lavagem de dinheiro e organização criminosa", afirmou. Maurício também defende Murilo Barrios, que foi absolvido. Neste caso, o advogado ressaltou que a decisão foi "assertiva.
Haroldo César Nater, que defende Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese Júnior e Esdra de Arantes Ferreira, disse que também vai recorrer ao TRF4 por não concordar com a sentença. "Não questiono a atuação do magistrado na operação, mas não concordo com a decisão. Em especial em relação ao Leonardo que vem contribuindo espontaneamente e tem auxiliado nas investigações. Em alguns pontos, a colaboração dele foi mais efetiva do que a do Youssef e a do Costa", destacou.
O advogado Jeffrey Chiquini da Costa, que representa Waldomiro, não retornou às ligações da reportagem. João Mestieri, defensor de Paulo Roberto Costa, iria se manifestar por meio de nota oficial, mas até o fechamento da edição não tinha encaminhado o documento. (R.C.Jr.)





