Maioria das dobradinhas em família fracassou
As dobradinhas em família nas eleições deste ano fracassaram. A única vitoriosa foi a dos irmãos Íris e Carlos Simões, ambos do PTB. O primeiro foi eleito deputado federal e o segundo estadual. Outro irmão dos Simões, João (PMDB), não teve a mesma sorte. Ele foi derrotado nas eleições para a Assembléia.
Entre as duplas que amargaram rejeição nas urnas estão Roberto e Maurício Requião, ambos do PMDB, que não conseguiram conquistar as vagas de governador do Estado e de deputado federal, respectivamente; João e Wanderlei Iensen, os dois do PPB, também não conseguiram chegar lá. João foi derrotado para a reeleição a deputado federal e Wanderlei não conseguiu vaga na Assembléia Legislativa.
Os irmãos Ernani e Evaldo Moreno Silva, do Prona, que tentavam ser eleitos pela primeira vez para a Câmara dos Deputados, também não tiveram sucesso. O partido deles não atingiu coeficiente para eleger sequer um deputado do Paraná em Brasília.
Já a outra dobradinha Péricles de Holleben Mello (PT) e seu irmão Aderbal, também do PT, só conseguiu fazer um deputado. Aderbal, que é vereador em Cascavel, não foi eleito para a Assembléia. Levou seu irmão Péricles, que fará seu segundo mandato como deputado.
O ex-prefeito de Arapongas, Waldyr Pugliesi (PMDB), que dobrava com a mulher Irondi (PPB), também não conseguiu tudo o que queria. Waldyr foi eleito para a Assembléia, mas Irondi ficou de fora da Câmara. Ela teve de se contentar com a primeira suplência. Em sua campanha, Irondi, que é deputada estadual, lembrava que o Paraná nunca teve uma representante em Brasília. Ainda não será desta vez. Nenhuma mulher foi eleita para a Câmara.
O casal Mário e Marlene Pereira, ambos do PMDB, de Cascavel, também não conseguiram chegar lá. Mário tentava a Câmara e Marlene a Assembléia, mas os dois não atingiram votação suficiente para conseguir as vagas. (P.Z)





