No que depender das principais lideranças agora alinhadas à oposição e que compõe a bancada federal paranaense no Congresso Nacional o governador eleito Roberto Requião (PMDB) e o futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentarão um período de calmaria pelo menos nos 12 primeiros meses de mandato. Lula, por exemplo contará com o apoio dos três senadores paranenses - os pedetistas Alvaro e Osmar Dias e o petista Flávio Arns -, além de aproximadamente 20 dos 30 deputados federais. Numa sondagem feita pela Folha, da bancada paranaense em Brasília, 17 parlamentares demonstram alinhamento com o novo governador.
Dentro do PDT paranaense, por exemplo, a linha de atuação será pautada em duas frentes: oposição à Requião e apoio incondicional à Lula. O PDT conta com dois senadores e um deputado federal. Logo após a consolidação da vitória do peemedebista, o senador Alvaro Dias, que retomará o mandato para mais quatro anos, anunciou que ficará na oposição ao futuro governador, atuando na fiscalização dos atos do executivo estadual. ``Ainda vamos avaliar a situação com todos os eleitos, mas é natural que haja um alinhamento à oposição no âmbito estadual``, adianta o presidente da sigla no Estado, Nelton Friedrich.
Friedrich garante que a bancada pedetista paranaense no Congresso está fechada com Lula desde o primeiro turno, consolidando-se na segunda etapa com a adesão incondicional do PDT ao petista. ``O apoio do PDT ao Lula é histórico``, resume o presidente do PDT. O mesmo ocorrerá com o PTB, cuja executiva nacional, presidida pelo deputado federal paranaense José Carlos Martinez também estará inclinada a apoiar o governo petista, a exemplo do que fez no primeiro turno. O presidente do PTB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, deixa claro que o posicionamento dos parlamentares na Assembléia Legislativa será o de oposição à Requião, porém com ``bons opositores``. Quanto aos três deputados federais eleitos pelo partido no Estado, sua leitura é de que seja de oposição e fiscalização das ações do executivo estadual.
Na nova composição da bancada paranaense no Congresso Nacional, o PT larga na frente com seis deputados federais e um senador, seguido de perto pelo PMDB com seis deputados.Segundo o deputado federal Paulo Bernardo (PT), que durante dois mandatos atuou na oposição e agora se prepara para assumir a situação no Congresso, adianta que a bancada petista terá força para estabelecer um canal entre a União, governo do Estado e municípios. O petista está de olho justamente na situação de Londrina e Maringá, dois dos quatro maiores colégios eleitorais do Estado. São cidades administradas pelo PT, mas que ao final do segundo turno amargaram a derrota de Lula para Serra. ``A força do PT aumentou``, diz o parlamentar adiantando que o primeiro passo será a agilidade na liberação de recursos da União e do Estado previstos para os municípios do interior.

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