São Paulo - Um estudo sobre a próxima legislatura da Câmara dos Deputados realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que 425 dos 513 deputados tentará a reeleição. Isto representa um índice de renovação dos deputados de aproximadamente 30%.
''Trata-se de um dos maiores índices de candidatura à reeleição'', disse o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Diap.
Segundo Queiroz o índice de renovação legislativa em 30% trará pouca mudança no quadro partidário atual na Câmara. Ele acredita que partidos como o PFL, PMDB e PSDB, que são, atualmente, as maiores bancadas, deverão perder deputados. Já o PCdoB e PSB deverão manter o número de parlamentares. E as bancadas do PT, PTB e PL tendem a crescer, afirmou.
''Mas as oscilações são muito pequenas do ponto de vista de bancada. Nenhum perde mais do que 20 parlamentares, nem ganha mais do que 20'', comentou. ''E a realidade regional, estadual, é completamente diferente do caso da eleição nacional'', disse Queiroz.
Para o diretor do Diap, a tendência de queda e crescimento dos partidos se deve a fatores como o desgaste sofrido pelos partidos da base de sustentação do governo; o crescimento de alguns partidos de esquerda e centro-direita nas últimas eleições municipais e seus reflexos nas eleições para deputados; e as coligações nos Estados diferentes das alianças realizadas nas eleições de 1998.
Os custos de uma campanha para o legislativo federal, segundo o Diap varia de R$ 500 mil a R$ 5 milhões, dependendo do Estado. ''Trata-se de um valor, para um candidato que se autofinancie, impossível de ser recuperado com salários no curso do mandato, mesmo que se considere apenas os juros de poupança desse valor no período de quatro anos'', argumentou Queiroz.

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