A eleição para prefeito nos três maiores colégios eleitorais do Estado – Curitiba, Londrina e Maringá – só deverá ser decidida no 2º turno. A previsão é baseada em números da Pesquisa Folha, cujas consultas foram divulgadas na última semana. De acordo com os resultados, nenhum dos candidatos tem votos suficientes para garantir vitória na eleição de hoje, ou seja, 50% mais um dos votos válidos. Os três municípios são os únicas do Estado com mais de 200 mil eleitores.
Em Curitiba, o atual prefeito Cassio Taniguchi (PFL) ainda mantém esperanças de decidir hoje a reeleição. Ele soma 40,4% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Mas nas últimas semanas houve um crescimento acentuado das candidaturas de oposição, ameaçando a posição do pefelista. A Pesquisa Folha mostrou que Cassio caiu cinco pontos percentuais em comparação com a primeira pesquisa, divulgada no mês passado.
Cassio deverá disputar o segundo turno com Angelo Vanhoni (PT), que tem 19,6% das intenções de voto. O petista subiu 11,4 pontos de uma pesquisa para outra – o maior crescimento entre todas as candidaturas. Maurício Requião, do PMDB, aparece em terceiro lugar, com 10,4%, e espera superar o petista nas urnas. Os outros candidatos da Capital são Luiz Forte Netto (PSDB), com 4,9%; Eduardo Requião (PDT), com 1,5%; e Jamil Nakad (PRTB), com 0,5%.
Líder na pesquisa de intenção de voto, Cassio Taniguchi também foi apontado como o mais rejeitado: 21,7% dos consultados disseram que não votam no prefeito de Curitiba de jeito nenhum. Na sequência, os mais rejeitados são Nakad (17,5%); Maurício (17,4%); Eduardo (8,4%); Vanhoni (4%); Sturdze (3,8%) e Forte Netto (3,4%).
‘‘O índice de desaprovação a Cassio aumentou 6 pontos percentuais desde a pesquisa de agosto, enquanto o de Vanhoni teve uma pequena redução’’, observou o consultor da Pesquisa Folha, professor Alexandre do Espírito Santo. Na consulta anterior, o petista estava com 6,7% de rejeição.
Em Londrina a situação é ainda mais dramática. Três candidatos disputam voto a voto uma das vagas para o segundo turno: Barbosa Neto (PDT), que soma 15,1% das intenções de voto; Luiz Eduardo Cheida (PMDB), com 14,1%; e Nedson Micheleti (PT), com 13%. Os três estão empatados tecnicamente. Nedson é o candidato que vem apresentando o maior maior crescimento entre todos os candidatos – na primeira consulta, ele tinha apenas 4,4%.
Já o tucano Luiz Carlos Hauly (PSDB) praticamente tem assegurada a vaga para o 2º turno, com 30,5% das intenções de voto. O único candidato sem chances em Londrina é Farage Kouri, do PFL, que somou apenas 5,1%.
Farage também é o mais rejeitado: 24,5% dos entrevistados disseram que não votam nele de jeito nenhum. Na sequência, estão Barbosa Neto (rejeitado por 21,9% dos consultados); Hauly, (15,5%); Cheida (10,7%); e Nedson (5,6%). ‘‘Comparativamente aos índices da pesquisa de agosto, os candidatos que ganharam a aprovação foram Cheida e Nedson’’, disse o consultor Alexandre Espírito Santo.
Em Maringá, a disputa está acirrada entre três candidatos. O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) mantém a dianteira na preferência do eleitorado, com 23,5% das intenções de voto, mas é seguido de perto por Dr. Batista (PTB), com 21,7%, e José Cláudio Pereira Neto (PT), com 17,4%. Assim como em Londrina e Curitiba, o petista teve o maior crescimento – na consulta inicial ele somava 9,3% das intenções de voto.
Dos outros candidatos de Maringá, Cida Borghetti Barros (PPB) ainda tem esperanças de reverter o quadro desfavorável e conquistar uma vaga no segundo turno. Ela soma 9,4% na última Pesquisa Folha. Na sequência aparecem Sílvio Name Júnior (PMDB), com 5,2%, Ulisses Maia (PPS), com 3%; João Cioffi (PAN) e Ascendino Santana (PRP), empatados com 0,6%.

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