Curitiba - Os 13 candidatos a prefeito de Curitiba apresentaram à Justiça Eleitoral declarações de bens que variam de R$ 1,8 milhão caso de Beto Richa (PSDB) a R$ 48 mil, como consta na declaração de bens de Leopoldo Campos (PSDC). O maior patrimônio registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é o do engenheiro Beto Richa, que declarou R$ 1,839 milhão em investimentos, poupança, dois apartamentos, cotas, jet ski e moto. Em seguida vem o patrimônio de Danilo D'Avila, publicitário que lançou candidatura pelo PTdoB, que soma R$ 860,7 mil em cotas e três imóveis.
Em terceiro está o professor Rubens Bueno (PPS) com R$ 742,9 mil. O valor inclui cinco imóveis e um veículo. Na sequência, vem o advogado e deputado estadual Mauro Moraes (PL), com um patrimônio de R$ 544,9 mil, divididos entre três apartamentos, três terrenos, uma sala comercial, moto, aplicações e previdência privada.
O servidor público federal Melo Viana (PV) vem em quinto com R$ 460 mil declarados (uma casa financiada). Depois vem o deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) que soma R$ 365 mil em previdência, um apartamento financiado e um carro financiado. Pedro Manoel Neto (PMN) tem R$ 336,7 mil em uma casa, dois terrenos, dois veículos, aplicação e poupança.
O professor Achiles Ferreira Júnior (PTC) declarou R$ 94,4 mil, incluindo poupança, apartamento e veículo. O engenheiro Leopoldo Campos declarou dois automóveis no valor total de R$ 48 mil.
Nem todos os candidatos informaram o valor do patrimônio, conforme os dados fornecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Os candidatos devem ser cobrados pelo juiz eleitoral, que pode indeferir o pedido de candidatura de quem não apresentou a declaração de bens, segundo a assessoria de imprensa do TRE. Esse processo deve demorar cerca de um mês.
O servidor público federal Gilberto Félix, candidato pelo PSTU, não informou os valores dos bens declarados, bem como Osmar Bertoldi, do PFL. E Jorge Luiz de Paula Martins (PRP) não apresentou declaração de bens. Avenir Rosa, do PRTB, declarou não possuir bens ao TRE.
O departamento jurídico da campanha de Osmar Bertoldi explicou que é obrigatório apenas informar quais bens o candidato possui, e não necessariamente os seus valores. Isso está previsto no artigo 28 da resolução 21.608 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com o departamento jurídico da campanha do PFL. Segundo o TRE, Bertoldi informou que possui poupança, terreno e cotas.
A assessoria de imprensa da campanha do PSTU informou que foi entregue ao TRE uma declaração onde o candidato informa que possui um imóvel em Curitiba. A Folha não conseguiu contato ontem com Jorge Martins para conferir se sua declaração foi encaminhada ou não à Justiça Eleitoral. Os valores declarados em bens dos candidatos é bem menor que o orçamento das campanhas, que chega a R$ 10 milhões. Esse é o orçamento mais caro em Curitiba, do candidato Mauro Moraes (PL). A campanha mais barata será a do PSTU, com limite estimado em R$ 30 mil.

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