A maior parte da energia produzida pela Copel e distribuída no Paraná vai para indústrias. Nos primeiros nove meses desse ano, foram gerados 11,2 bilhões de quilowatts/hora. Do total, 4,4 bi de quilowatts sustentaram 41.920 unidades de consumo. Os 2.075.974 pontos residenciais ficaram com 3,1 bi de quilowatts do bolo. Os estabelecimentos comerciais, 1,6 bi de quilowatts e as propriedades rurais, outros 775 milhões de quilowatts/hora.
A indústria do papel, papelão e celulose consumiu 1,1 bilhão de quilowatts/hora de janeiro a setembro passados. Os produtos alimentares estão em segundo lugar no ranking das principais consumidoras da Copel, fechando o período com 930 milhões de quilowatts/hora. Seguido do setor de minerais não metalálicos (fábricas de cal e cimenteiras), com 479 milhões de quilowatts; químico, 402 milhões; e da madeira, 218 milhões.
O governo do Estado entende que a transferência do controle acionário da Companhia não vai comprometer o desenvolvimento industrial do Estado. ‘‘Sob o controle da ANEEL (agência de fiscalização do setor energético), estamos impedidos de dar isenções tarifárias para atrair indústrias’’, avisa o secretário Giovani Gionédis. Ele não vê a Copel de hoje como um diferencial na busca por novos negócios e indústrias para o Estado.(L.D.)

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