Maia nega relação entre Lei da Copa e emendas
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Gabriela Guerreiro <br> Folhapress 
Brasília - O presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT-RS), negou ontem que a votação da Lei Geral da Copa pelos deputados federais, na noite de quarta-feira, foi consequência da promessa do governo federal de liberar emendas de parlamentares - o que conseguiu amenizar a crise com a base no Congresso Nacional. Ao afirmar que ''uma coisa não tem nada a ver com a outra'', Maia disse que é ''normal'' o governo liberar recursos para obras de infraestrutura nos Estados.
''Faz parte do processo político. Que bom que o governo começa a liberar as obras que estavam previstas para o Orçamento de 2012. Mas isso não tem nada a ver com o clima de votações da Câmara.'' Mais disse não ser coincidência o fato das votações favoráveis ao governo terem sido retomadas na Câmara e no Senado depois da promessa das emendas. ''Faz parte do processo do governo, não acredito que seja coincidência. O governo federal não pode parar.''
Enquanto a Câmara aprovou anteontem a Lei da Copa, o Senado também encaminhou para sanção da presidente Dilma Rousseff o projeto que cria os fundos de previdência privada dos servidores públicos federais - considerado prioritário pelo Executivo.
Por conta da lei eleitoral, o Planalto precisa empenhar as emendas até junho, tendo em vista que em ano com eleições convênios não podem mais ser assinados a contar de 180 dias da eleição. Boa parte das emendas dos congressistas tinha sido atingida no congelamento de R$ 55 bilhões no Orçamento, feito no início deste ano.


