Ex-padrinho político do hoje candidato à reeleição pelo PFL, prefeito Luiz Paulo Conde, o candidato do PTB à prefeitura do Rio, Cesar Maia, disse ontem que o ex-afilhado foi seu maior erro durante os quatro anos em que geriu o Rio (1993-1996). ‘‘Podemos ver hoje, pela situação precária de funcionamento das creches, pela falta de medicamentos nos hospitais e pelos inúmeros problemas que encontramos de má gestão’’, acusou, referindo-se ao sucessor que ajudou a eleger.
Para Maia, o Rio não pode ter como um prefeito um síndico, como Conde é chamado. Mas foi precisamente assim – um síndico sem pretensão política – que Conde, com apoio de Maia, se apresentou em 1996. O então prefeito, ainda no PFL, disse que Conde era a melhor opção para manter o ritmo de obras imposto por sua gestão, e chegou a aparecer mais que o próprio candidato no horário eleitoral. Um dos principais slogans da campanha era ‘‘Cesar é Conde, Conde é Cesar’’.
A afinidade era tanta que Maia e Conde eram chamados de ‘‘criador e criatura’’. Até então, Conde não disputara cargo eletivo. Seu primeiro cargo público foi o de secretário de Urbanismo, a convite de Maia, que depois o lançou à sucessão. Em 1999, os dois romperam.