O presidente em exercício do PMDB, senador Maguito Vilela (GO), responsabilizou ontem o PSDB pelos principais casos de corrupção ocorridos no governo FHC e defendeu que os ministros do partido deixem imediatamente seus cargos. ‘‘No momento em que essa tese (ruptura do PMDB com o governo) torna-se majoritária no partido, eu renovo esse desejo de que os ministros peemedebistas entreguem seus cargos já, abrindo definitivamente os caminhos para que tenhamos um candidato forte a presidente, que poderá fazer as mudanças que o povo brasileiro anseia’’, disse.
O discurso do senador foi criticado pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL): ‘‘O senador Maguito fala o que ele pensa e não necessariamente o que o partido pensa. Para expressar a média do pensamento do partido, ele deveria ouvir as várias correntes do PMDB’’, disse Calheiros.
Mas Maguito não parou de disparar: ‘‘Os escândalos que comprometem a imagem do governo começaram no dia em que o presidente Fernando Henrique Cardoso Henrique tomou posse há quase sete anos’’, disse. Ele citou o gasto de R$ 7 bilhões em socorro aos bancos privados, por meio do Proer, disse que os R$ 169 milhões gastos na obra do TRT-SP foram liberados ‘‘pelo governo do PSDB’’ e acusou a equipe econômica de agir ‘‘criminosamente’’ para salvar os bancos Marka e FonteCindam.
Maguito também lembrou as denúncias de ‘‘favorecimento e grampo ilegal’’ no processo de privatização das empresas de telecomunicação envolvendo ‘‘membros do alto escalão tucano’’ e a fraude do painel do Senado, ‘‘arquitetada’’ pelo senador ex-líder de FHC, o ex-tucano José Roberto Arruda (DF). O senador também lembrou as acusações de compra de votos para a reeleição, ‘‘feitas contra o PSDB’’, e a liberação de recursos para barrar a CPI da Corrupção.

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