Curitiba - ''Temos denúncias de favorecimento em relação à Vara de Família, de Falência, no relacionamento de síndicos de massas falidas com advogados próximos, discrepâncias nos precatórios. Nas suspeitas de desvio de conduta, a atuação da Corregedoria será rigorosíssima. Vamos agir com mão de ferro, doa a quem doer. A sociedade não admite mais corrupção'', afirmou Francisco Falcão, corregedor nacional de Justiça, após confirmar que existem casos envolvendo magistrados do Paraná sob seus cuidados.
Falcão adiantou que, em 45 dias, por exemplo, espera ter concluído a análise de um processo em que Clayton Camargo, presidente do TJ, é citado. Sem revelar detalhes da ação, o corregedor disse que neste momento a defesa e a acusação estão enviando documentos ao Conselho, para instruir o processo. ''Vamos fazer a sindicância dando amplo direito de defesa. Não dá para antecipar nada, não podemos nos precipitar'', declarou Falcão. ''Se houver prova, levamos ao plenário do CNJ. Se confirmadas as denúncias, é perda de cargo'', explicou o corregedor.
No TJ, denúncias contra juízes de primeiro grau são investigadas pela Corregedoria do próprio Tribunal. As queixas podem ser feitas por qualquer cidadão (chamam-se ''pedidos de providência'') e são analisadas pelo desembargador Lauro Augusto Fabrício de Melo, que acompanhou os membros do CNJ durante a correição. Atualmente, 67 desses procedimentos tramitam na Corregedoria do TJ. As denúncias contra desembargadores (segundo grau) são analisadas por Clayton Camargo (no processo em que ele é citado, a competência é do CNJ). (J.L.J.)

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