Curitiba - A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) vai acatar a decisão nacional da categoria que determina o cancelamento da paralisação que o poder Judiciário iria fazer em protesto à Reforma da Previdência. A greve estava marcada para começar no dia 5 de agosto. ''A verdade é que nós sempre buscamos o caminho da negociação. Porém, na época em que decidimos pela paralisação esse canal estava fechado. Agora a situação mudou e o Congresso parece aberto a nos ouvir'', declarou o presidente da Amapar, Roberto Portugal Bacellar.
A decisão foi tomada depois de uma reunião entre os representantes das Associações dos Magistrados de todos os estados e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa.
Promotores - Os promotores e procuradores de Justiça do Paraná decidiram ontem não realizar a paralisação previamente agendada para o dia 5 de agosto. A decisão foi baseada em uma resolução da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), que pretende insistir nas negociações com o governo federal acerca da reforma da previdência antes de paralisar as atividades.
Segundo o presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Ivonei Sfoggia, o fato do governo ter retomado as negociações com a categoria influiu na decisão. ''Nenhum membro do Ministério Público (MP) quer a greve. Esperamos que as negociações avancem, mas caso o governo endureça o discurso, podemos novamente decidir pela paralisação'', explicou Sfoggia. (Colaborou Rodrigo Sais)

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