Magistrada também alega suspeição e não julgará colegas
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quarta-feira, 15 de novembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
A ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de Campo Mourão contra dois juízes e uma servidora do Fórum terá que aguardar a designação do Tribunal de Justiça (TJ) para que um juiz de outra comarca julgue o caso. Depois do juiz da 1ª Vara Cível, Rui Antônio Cruz, agora foi a vez da juíza substituta Sandra Regina Bittencourt Simões se declarar impedida de trabalhar na ação. A chamada suspeição ocorre quando o juiz se não se sente imparcial para julgar um caso. Um novo juiz deve ser nomeado pelo presidente do TJ, Sydney Zappa.
A ação do Ministério Público é contra os juízes James Hamilton de Oliveira Macedo e Mário Carlos Carneiro, atual e ex-diretor do Fórum de Campo Mourão, respectivamente, e contra a mulher de Macedo, Ione Alves de Oliveira Macedo, que é técnica judiciária. O MP acusa Ione de ter recebido sem trabalhar com a anuência de Carneiro e Macedo que, como diretores do Fórum, não teriam fiscalizado a atuação da servidora.
Os dois juízes e a técnica judiciária não querem comentar a ação. O Ministério Público, porém, está pedindo a demissão dos três acusados e o pagamento de multas que, somadas, chegam a R$ 374,4 mil, além do ressarcimento dos salários que Ione teria recebido sem trabalhar (R$ 26,1 mil corrigidos com multas e correção monetária). Em depoimento dado ao próprio MP durante inquérito aberto para apurar o caso, Ione disse que trabalhava em casa por ordem de Macedo (seu marido). A ação quer que, através de liminar, a servidora seja transferida para outra comarca até o julgamento do mérito.


