Citado no relatório de Rafael Fuentes como um dos coordenadores da campanha de Jaime Lerner em Ibiporã, em 98, Mauro Maggi confessou ao MP que parte dos desvios da Prefeitura de Londrina foram canalizados para a campanha eleitoral. O relatório acrescenta que ele era pessoa ligada ao deputado federal José Janene (PPB). ‘‘Os recursos (para a campanha) deveriam ser levantados junto à AMA, utilizando-se dos procedimentos licitatórios viciados já referidos’’, confirmou Maggi em depoimento ao MP.
Outro citado no relatório – que não é acusado de participação nas fraudes em Londrina – é o funcionário da Sercomtel Wanderley de Rezende Neiva, que declarou ao MP que foi ‘‘convocado’’ para participar da campanha pelo então secretário Gino Azzolini Neto. O funcionário da Sercomtel disse que ficou responsável pela montagem de um sistema de telemarketing e recebeu inicialmente R$ 4,3 mil – pagos por Alonso.
Neiva acrescentou que, na execução do trabalho, acabou gastando mais do que o valor previsto. Um relatório de despesas de telemarketing que se encontra na promotoria acusa um gasto total de R$ 13,8 mil, sendo que R$ 9,9 mil foram pagos. Neiva procurou Alonso para receber a diferença, de R$ 3,9 mil, mas foi informado que não havia mais dinheiro.

mockup