Agência Estado
De Salvador
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), acha que o governo deveria considerar o corte de recursos do Judiciário como uma das soluções para tentar cobrir o ‘‘rombo’’ que será causado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos.
A seguir, entretanto, ACM destacou que não está defendendo essa medida, mas argumentou que a receita perdida terá de ser substituída de alguma forma. A pior opção, para ele, seria aumentar impostos. ‘‘O governo não pode perder uma receita dessas; vamos ver se será preciso promover um corte nos gastos, ou então, quem sabe, diminuir as despesas com o Judiciário’’, disse, ponderando que agora ficou mais difícil aprovar um aumento de salário para os juízes.
‘‘Com menos recursos, como é que o governo vai gastar mais com uma Justiça que não está cumprindo (não o STF) em vários Estados e setores, com o seu dever?; e com a complacência das autoridades judiciárias, aí sim, inclusive dos tribunais superiores.’’ Ele confirmou que não assinará, ‘‘em hipótese alguma’’, aumento de teto salarial somente para o Judiciário. ‘‘Seria imoral’’, comentou, achando ‘‘estranha’’ a votação do STF da contribuição previdenciária dos servidores, justamente no momento que se discute teto salarial dos três poderes. ‘‘Não acredito que o STF, composto de pessoas sérias, entendidas no Direito, iria ter o espírito de vingança com o governo por causa do teto’’, disse.

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