Agência Folha
De São Paulo
O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), comprometeu-se a se recandidatar apenas ao Senado pela Bahia em 2002, e não à Presidência, caso seu projeto de combate à pobreza avance. Em entrevista domingo à noite ao jornalista Bóris Casoy no programa ‘‘Passando a Limpo’’ da TV Record, ACM negou que seu projeto tenha caráter eleitoreiro, mas reconheceu ser uma política compensatória. ‘‘Sem políticas compensatórias, haverá uma revolução social no Brasil mais cedo do que se imagina’’, disse.
O senador irritou-se com a insistência de Casoy em falar de aumento de impostos. Ele negou veementemente que sua proposta implique a criação de tributos, a não ser sobre gastos supérfluos. Citou, por exemplo, contas de restaurantes de luxo e roupas de grife: ‘‘É uma obrigação da sociedade, que deveria fazer isso sem que houvesse o imposto’’, afirmou.
Indagado se não estaria se aproveitando da baixa popularidade do presidente FHC para apresentar sua proposta contra a pobreza, ACM respondeu que ninguém tem apoiado mais o governo do que ele.

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