Magalhães e Apolinário se acusam no plenário
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quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Agência Estado Brasília 
Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)EntreveroPlenário da Câmara durante discussão de Luís Eduardo e ApolinárioA votação da nova lei eleitoral foi pano de fundo para uma briga entre o relator da proposta de lei eleitoral, deputado Carlos Apolinário (PMDB-SP), e o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), que envolveu troca de xingamentos, acusação de corrupção contra o relator e ressuscitou o escândalo da pasta rosa e do Proer.
O relator foi acusado de chantagista e corrupto pelo líder do governo e chamado de ladrão pelo pai de Luís Eduardo, o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Luís Eduardo disse que Carlos Apolinário nem deveria conhecer o pai. A fúria da família Magalhães não intimidou o relator, que contra-atacou: Eles não se contentam e não sabem perder, querem mandar em tudo, disse Apolinário. O relator encerrou a briga prometendo processá-los por calúnia e injúria.
A briga começou na quarta-feira à noite, quando Apolinário acusou Luís Eduardo de não cumprir um acordo feito entre os dois, com o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso, para a inclusão do financiamento público na lei eleitoral. Luís Eduardo rebateu dizendo que Apolinário é que teria descumprido o acordo e provocou-o, deixando no ar a história da carta que o relator teria recebido do ministro das Comunicações, Sérgio Motta.
A carta foi pedida pelo próprio relator, para que Motta desmentisse o boato de que Apolinário pedira dinheiro para preparar a lei eleitoral. Motta nega a acusação.


