Magalhães cobra rapidez do governo
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terça-feira, 26 de janeiro de 1999
Rosa Costa 
O presidente do Senado, Antonio Carlos Margalhães (PFL-BA), cobrou ontem pressa do governo e ações concretas para reverter o desânimo do País, como o de agir para impedir a demissão de 2.800 empregados da montadora Ford. ACM afirmou que agora é hora de passar da palavra à ação. Ele propôs a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), pela União, e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pelos Estados, como alternativas capazes de evitar as demissões e ajudar a empresa a esvaziar os pátios e recuperar os prejuízos causados pela queda de 30% de seus veículos no ano passado.
ACM previu que um pacto entre empregados e empresários apoiado pelo governo poderá resultar na revogação, não apenas das demissões da Ford, mas de outras já anunciadas. É muito melhor isso do que dar motivos para as montadoras demitirem seus funcionários, defendeu. Para o senador, o governo deve atuar com rapidez. O importante é que o governo faça uma agenda positiva para acabar com o turbilhão da irracionalidade do mercado, frisou.
O presidente do Senado alegou que foi bem sucedido quando agiu dessa forma. Foi quando recebeu em seu gabinete, há poucos dias, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, Luiz Marinho, e do deputado Jair Meneguelli (PT-SP). Fiz gestões imediatas com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com o ministro Dornelles (Trabalho) e tive a maior receptividade, lembrou. Para ACM, o caso no governo diante das demissões não é de lentidão mas, sim de falta de pressa, o que ele considera diferente.
Mas se depender de FHC vai ser difícil qualquer início de negociação até mesmo com governadores. Ontem o presidente disse que não poderia estar no Rio na sexta-feira, quando seria recebido por uma comissão de governadores.


