O presidente do Senado, Antonio Carlos Margalhães (PFL-BA), cobrou ontem pressa do governo e ações concretas para reverter o desânimo do País, como o de agir para impedir a demissão de 2.800 empregados da montadora Ford. ACM afirmou que ‘‘agora é hora de passar da palavra à ação’’. Ele propôs a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), pela União, e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pelos Estados, como alternativas capazes de evitar as demissões e ajudar a empresa a esvaziar os pátios e recuperar os prejuízos causados pela queda de 30% de seus veículos no ano passado.
ACM previu que um pacto entre empregados e empresários apoiado pelo governo poderá resultar na revogação, não apenas das demissões da Ford, mas de outras já anunciadas. ‘‘É muito melhor isso do que dar motivos para as montadoras demitirem seus funcionários’’, defendeu. Para o senador, o governo deve atuar com rapidez. ‘‘O importante é que o governo faça uma agenda positiva para acabar com o turbilhão da irracionalidade do mercado’, frisou.
O presidente do Senado alegou que foi bem sucedido quando agiu dessa forma. Foi quando recebeu em seu gabinete, há poucos dias, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, Luiz Marinho, e do deputado Jair Meneguelli (PT-SP). ‘‘Fiz gestões imediatas com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com o ministro Dornelles (Trabalho) e tive a maior receptividade’’, lembrou. Para ACM, o caso no governo diante das demissões não é de lentidão mas, sim de ‘‘falta de pressa’’, o que ele considera diferente.
Mas se depender de FHC vai ser difícil qualquer início de negociação até mesmo com governadores. Ontem o presidente disse que não poderia estar no Rio na sexta-feira, quando seria recebido por uma comissão de governadores.

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