O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), cobrou ontem do presidente da CPI que investiga irregularidades do Judiciário, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), resultados concretos e empenho nos trabalhos da CPI. Hoje será o primeiro dia de trabalho da CPI, instalada na semana passada depois de um requerimento apresentado pelo próprio ACM. ‘‘Fiz discurso, apresentei o requerimento e colhi as assinaturas, agora cabe apenas a comissão, presidida pelo senador Ramez Tebet cumprir o seu dever’’, discursou ACM.
Ele disse que a CPI não pode deixar 87% da pessoas que apóiam a investigação do Judiciário - segundo uma pesquisa do Instituto Vox Populi - ‘‘sem o consolo de ter o Congresso ao seu lado’’. A cobrança de ACM foi feita durante discurso em que respondeu ao senador Pedro Simon (PMDB-RS), que o questionou sobre uma ‘‘carta ameaçadora’’ enviada a Paulo Cabral, diretor-presidente do jornal ‘‘Correio Braziliense’’, contrário à CPI. Ontem, ACM reconsiderou as críticas a Cabral, que é presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), mas voltou a rebater a notícia publicada.
Hoje será apresentada à CPI o roteiro de trabalho proposto pelo senador Paulo Souto. Segundo o vice-presidente da Comissão, senador Carlos Wilson (PSDB-PE), a CPI deverá ter um ‘‘caráter itinerante’’, com visita feita aos Estados onde existem denúncias de irregularidades. O primeiro local a ser visitado deverá ser a sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Souto deverá pedir a requisição para exame da escritura de compra e venda entre a Encol Incorporações S/A, que está construindo o prédio do TRT. Até agora já foram gastos R$ 230 milhões na construção, ainda inacabada.

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