Com o filho doente há quatro dias, a atendente Schirley Barbosa decidiu procurar atendimento médico no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Como os funcionários municipais estão em greve, os pacientes passam por uma triagem na qual é avaliada a urgência de cada caso. Depois de passar pela triagem, o caso do filho de Schirley não foi considerado de urgência e ela acabou indo para outra unidade de saúde, na Vila Casoni (área central de Londrina.
''Achei um desrespeito. Se não fossem atender, dissessem que não estavam atendendo que eu não teria ido lá (PAI)'', reclamou. Na Vila Casoni, o filho de Schirley foi atendido imediatamente. Essa unidade está atendendo cerca de 300 pessoas por dia, o dobro do volume normal, contabiliza a coordenadora Ivete Carneiro.
A diretora executiva da Secretaria de Saúde, Margaret Schimit, confirma que a secretaria já recebeu denúncias de que as triagens que estão ocorrendo no PAI e no Pronto Atendimento Municipal (PAM) não estariam sendo feitas por funcionários da área de saúde. Ela orienta que as pessoas exijam atendimento, peguem o nome da pessoa que se recusou atender e denunciem o fato para a Secretaria.
O coordenador do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsev), Marcelo Urbajena, rebate as críticas dizendo que os funcionários que fazem a triagem são da Secretaria de Saúde. Segundo ele, estão ocorrendo triagens para identificar a urgência dos casos no Maria Cecília, União da Vitória, PAM, PAI e Leonor.

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