Depois de passar 48 dias da prisão do filho Victor Hugo Sosa, de 21 anos, a paraguaia Ana Rosa Soza denunciou ‘‘o descaso’’ da diretoria do Banestado. Ele é office-boy do Banco del Paraná (braço paraguaio da empresa), detido na Ponte da Amizade com um malote contendo R$ 1,176 milhão em cheques. O presidente do banco, Reinhold Stephanes, negou que estivesse havendo negligência.
Ana Rosa mora em Ciudad del Este e recorreu ontem a uma emissora de TV da cidade para pressionar pela solução do caso. Ela explicou que Sosa apenas levava o malote para a agência do Banestado em Foz e que jamais esteve envolvido com lavagem de dinheiro. ‘‘Meu filho ganha apenas R$ 500 e nunca foi citado em qualquer processo, ao contrário do banco onde trabalha, que está envolvido em 241 inquéritos’’, disse.
Sosa foi preso no dia 12 de julho. Os cheques eram oriundos de depósitos feitos por comerciantes que negociam com turistas e sacoleiros em Ciudad del Este. Para o delegado-chefe da PF em Foz, Eudes Carneiro, os cheques estariam envolvidos em lavagem de dinheiro provenientes do narcotráfico internacional.
A Justiça determinou em R$ 500 mil a fiança para a soltura de Sosa, mas Ana Rosa denuncia que o banco não está disposto a pagar. Apesar de concordar na questão do alto valor, Stephanes negou que houvesse qualquer desinteresse por parte do banco. ‘‘Já havíamos determinado o depósito para liberar o funcionário, mas a legislação paraguaia não permite que o Banco del Paraná pague fiança em nome de terceiros. Estamos vendo o que pode ser feito no Brasil’’, explicou.

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