O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou ontem que o depoimento do usineiro João Lyra piora a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo informações da Globonews. Tuma ouviu Lyra, que diz ter sido sócio do senador nas rádios e confirmou o uso de ''laranjas'' no negócio, por mais de duas horas em Maceió. Tuma ficará mais um dia na cidade para ouvir hoje Tito Uchôa, primo de Renan apontado como um dos ''laranjas''.
Renan e o usineiro voltaram ontem a trocar acusações. Desta vez em cartas abertas. A de Lyra, com 62 linhas, afirma que Renan sempre o bajulou quando ''se banqueteava pelos céus do Brasil'' viajando de graça nos seus aviões. Segundo ele, Renan investiu R$ 1,3 milhão nos negócios, pagos em dinheiro vivo e em dólar. Renan, que afirmara ter contra Lyra acusações ''de vários homicídios e inclusive crimes de mando'', rebateu em carta de 35 linhas dizendo que a acusação do usineiro ''é um triste retrato da mentira e da hipocrisia''. (Das agências)

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