A secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto, criticou duramente a condução da investigação. ''Acredito que todo o trabalho é nulo porque não fui ouvida e, portanto, não houve o contraditório. Isso é muito grave e contraria o direito à ampla defesa garantido pela Constituição.'' Pupatto afirmou que recebeu uma convocação da comissão, e pediu para ser ouvida ''em Curitiba''. ''Pelo fato de responder pela Secretaria de Estado, me coloquei à disposição para ser ouvida aqui, mas não recebi resposta.''
O ex-reitor Eduardo di Mauro reiterou declaração anterior de que só ficou sabendo da publicação quando estava pronta. De acordo com ele, houve ''falta de lealdade'' de auxiliares herdados da gestão Lygia Pupatto. ''Como só fiquei três meses no cargo, até completar o mandado, mantive a maior parte da equipe. Fui surpreendido com a iniciativa.''
O ex-vice reitor disse ainda que não vê ''necessidade em realizar uma publicação daquele tipo''. Eduardo di Mauro também criticou a conclusão da sindicância porque não foi convidado a prestar esclarecimentos. ''Achei que seria convocado, mas não houve chamado em nenhum momento. Acho estranho concluir uma investigação sem ouvir o acusado'', afirmou.
A publicação ''Tempo de Luz'' já foi objeto de denúncia por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público (MP). O processo tramita na 4 Vara Cível e encontra-se em fase de notificação dos réus. (F.C.)

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