Curitiba - O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou ontem, em visita à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, que Osmar Dias será o candidato do partido ao Senado e que a tendência da legenda é apoiar a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), na disputa ao governo do Estado. Segundo ele, o fato de Alvaro Dias (PSDB) ser postulante à reeleição não muda os planos. No passado, os dois irmãos já disseram que preferiam não concorrer à mesma cadeira.

"Eu não tenho nem o direito, nem a ousadia de entrar nas relações familiares. Só digo que o Osmar Dias tem reafirmado ao partido seu desejo de voltar ao Senado Federal. Esse também é o desejo da própria presidente Dilma (Rousseff) e da Gleisi, que é nossa provável candidata ao governo."

O pedetista descartou a possibilidade de o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil formar chapa com a ministra ou mesmo de assumir algum ministério no governo federal, como já se chegou a especular em Brasília. Lupi também disse não ver problemas no fato de a bancada do partido na AL estar hoje alinhada com o governador Beto Richa (PSDB), que irá concorrer à reeleição. "As assembleias em todo o País são assim. As câmaras das capitais são assim. Tanto os deputados como os vereadores procuram lutar pelas comunidades que os elegem, suas bases eleitorais, para trazer benefícios e investimentos."

O ex-ministro do Trabalho e Emprego contou ainda que, no plano nacional, o PDT deve seguir ao lado de Dilma. "Estamos no governo há sete anos e não podemos mudar de um dia para outro. Temos de guardar uma linha de coerência. Tenho excelentes relações com os demais postulantes, o Aécio Neves (PSDB) e o próprio Eduardo Campos (PSB), mas o caminho natural do partido é o apoio à presidente."

Paraná

Carlos Lupi esteve em Curitiba justamente para conversar com correligionários sobre as eleições de 2014. No Paraná, ele afirmou que a meta é eleger entre dois e três deputados federais e de quatro a seis estaduais. Entre os prováveis candidatos à Câmara está o ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT), cassado em julho de 2012. O partido aposta na reversão da suspensão dos direitos políticos do político, de forma que ele volte a disputar pleitos já no próximo ano.

Outros nomes cotados são os de Márco Pauliki (Ponta Grossa), José Baka Filho (Paranaguá), Paulo Mac Donald (Foz do Iguaçu) e do presidente estadual da legenda, Haroldo Ferreira. A confirmação das candidaturas, conduto, só deve acontecer a partir de março de 2014, quando estão previstas as convenções partidárias.

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