Brasília - Sete anos depois de ter vencido pela primeira vez a corrida sucessória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu produzir herdeiros claros para a corrida presidencial de 2010. Até mesmo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, independentemente de sua saúde, ainda é uma incerteza eleitoral, já que nunca concorreu e aparece bem distante do governador de SP, José Serra (PSDB), nas primeiras simulações.
Na prática, após quase completar dois mandatos à frente do governo, o estilo centralizador e o carisma eleitoral de Lula acabaram transformando o próprio presidente no seu principal herdeiro político. Também contribuiu para essa situação o fato de o PT nunca ter lançado qualquer outro candidato à Presidência que não fosse Lula. E já se vão 20 anos nesse processo.
Naturalmente, isso serviu para fixar sua imagem na cabeça do eleitor como o eterno candidato do PT à Presidência e tornou difícil para qualquer outro petista assumir essa posição, o que fica claro com a campanha de setores do PT e de partidos aliados defendendo que ele concorra a um terceiro mandato.
Também fica claro quando se dá como certa, entre seus principais aliados, a possibilidade de Lula voltar a concorrer ao Palácio do Planalto, em 2014 - hipótese nunca descartada, diferentemente do que ocorre com a do terceiro mandato.

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