Lula volta a discutir MPs com aliados
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros que participaram da reunião ontem do grupo de Coordenação Política, no Palácio do Planalto, disseram que o governo está aberto a negociações em torno da proposta de mudança nas regras de edição e tramitação das medidas provisórias (MPs). Segundo relato de participantes do encontro, Lula e ministros disseram que é necessário um equilíbrio entre os interesses dos congressistas e os do Executivo, já que o Congresso precisa ter sua agenda, e o governo não pode ficar inviabilizado. O assunto voltaria ser discutido ainda ontem à noite por Lula com dirigentes dos 11 partidos da base aliada ao governo, na reunião do Conselho Político.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que a discussão de um acordo para votar as medidas provisórias que trancam a pauta não inclui a negociação de cargos na comissão especial da reforma tributária. A Câmara começa a semana com 14 MPs trancando a pauta de votações. Só no sábado, 11 MPs passaram a trancar a pauta.
Em meio às negociações para manter as regras de tramitação das medidas provisórias, Lula mandou congelar novas MPs que seriam enviadas ao Congresso. Ao mesmo tempo em que faz discursos enfáticos contra a proposta de reduzir a força das medidas, que não dependem da análise prévia dos parlamentares para entrar em vigor, Lula determinou aos líderes da base aliada e ministros que não acirrem os ânimos com opositores.
Sobre o anúncio das lideranças do governo de defender a manutenção da atual regra de trancamento da pauta por MPs, Chinaglia acredita que o presidente Lula tenha posição diferente. Ele lembrou que discutiu o assunto com Lula e percebeu que ele compreende a necessidade de definir um rito que preserve as condições do trabalho do Congresso e, ao mesmo tempo, preserve a agilidade decisória do governo.


