Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Coréia do Sul e o Japão nesta semana, onde repetirá os roteiros de suas outras viagens internacionais, privilegiando um reforço nas relações comerciais e tentando obter apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. É possível que as turbulências políticas internas no Brasil atrapalhem um pouco a viagem de Lula. O presidente chegou a convidar 12 dos seus 36 ministros para integrarem a comitiva. Vários não poderão aceitar o convite.
Lula tem previsão de ficar em Seul, na Coréia, de 23 a 26. No dia 26 de manhã, segue para Tóquio, no Japão, onde permanecerá até 28, dia em passará por Nagóia, onde se concentra uma das comunidades de brasileiros naquele país. O presidente deve estar de volta ao Brasil no domingo que vem, pela manhã.
A agenda presidencial nesses dois países é recheada de encontros com empresários locais e seminários de caráter comercial. Muitos empresários brasileiros também se registraram para estar presentes nos eventos: 190 nas reuniões na Coréia e outros 242 no Japão.
Lula deve dar mais ênfase para facilitar os entendimentos no âmbito da iniciativa privada dos dois países. Há contratos privados da ordem de US$ 1,5 bilhão que devem ser anunciados. A idéia do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) de facilitar a vida de quem investe no país encontra eco no Japão.
O embaixador do país no Brasil, Takahiro Horimura, disse que ''muitas empresas vinculadas ao Japão destacam que as altas taxas de impostos e a complexidade do sistema trabalhista (custo da mão-de-obra) constituem obstáculos ao investimento'' aqui.

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