O delegado da Polícia Federal (PF) Josélio Azevedo de Sousa solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva seja ouvido em inquérito no STF que trata de parlamentares com foro privilegiado como desdobramento da Operação Lava Jato. O pedido ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Pelas regras em vigor no STF, os pedidos da PF só são avaliados pelo ministro relator dos casos da Lava Jato, Teori Zavascki, depois de uma manifestação formal do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Se Janot for contrário à ideia de ouvir Lula, o ministro do STF não irá ouvi-lo.
Em seu relatório, o delegado reconhece que não há provas do envolvimento direto de Lula na Lava Jato, porém aponta que a investigação "não pode se furtar à luz da apuração dos fatos" se o ex-presidente foi ou não beneficiado "pelo esquema em curso na Petrobras", "obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal".
Ao citar eventuais indícios sobre o papel de Lula no esquema da Petrobras, o delegado reconheceu que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa apenas "presumem que o ex-presidente da República tivesse conhecimento do esquema de corrupção", tendo em vista "as características e a dimensão do mesmo". Agora, a Operação Lava Jato avança sobre ex-ministros que compuseram o primeiro escalão dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff.

* É um mecanismo presente no ordenamento jurídico brasileiro que determina uma forma especial de julgamento de algumas autoridades

* Os ex-ministros de Lula e Dilma negam envolvimento com o esquema investigado pela Lava Jato


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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