Lula vai processar Rede Bandeirantes
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quinta-feira, 13 de agosto de 1998
Carla Franco 
O candidato da frente de oposição à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que pedirá direito de resposta à TV Bandeirantes, que anteontem veiculou reportagem segundo a qual ele teria recebido um cheque de R$ 10 mil do dono da construtora responsável pelo prédio onde comprou uma cobertura. Ele também prometeu processar a rede de TV.
Conforme a reportagem, o cheque, assinado pelo irmão do dono da construtora, Sérgio Lorenzoni, teria sido usado na compra do apartamento, em São Bernardo do Campo (SP). Lula classificou a matéria de samba do crioulo doido e mau-caratismo. Ele explicou ter vendido um carro Ômega por R$ 40 mil em 95 e que, pela venda, receberia quatro parcelas de R$ 10 mil. Segundo o petista, o cheque de R$ 10 mil, depositado em sua conta, seria referente à primeira parcela. Lula não informou, entretanto, para quem vendeu o carro e por que o cheque de Lorenzoni estaria em sua conta. O candidato confirmou ser amigo do irmão do dono da construtora, Dalmiro Lorenzoni.
De acordo com a reportagem da TV Bandeirantes, Dalmiro Lorenzoni teria uma dívida de R$ 30 mil com o empresário Roberto Teixeira, por serviços prestados. Teixeira, advogado da construtora Dalmiro Lorenzoni, é compadre de Lula, que morou nove anos em uma casa de sua propriedade. Dalmiro teria pedido emprestado a seu irmão Sérgio um cheque R$ 10 mil, que teria sido depositado na conta do candidato do PT. Lula classificou a matéria de produto da imprensa marrom, a serviço do adversário.
Além de pedir direito de resposta à TV Bandeirantes, o candidato da frente de oposição à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai entrar na Justiça com uma ação criminal e outra civil, por danos morais, contra a emissora.
Segundo o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, um dos coordenadores da campanha de Lula, o PT não deixará nenhum flanco para acusações infames. Ele comparou a denúncia do Jornal da Band a manobras feitas em 89 pelo então candidato Fernando Collor de Mello, como o caso envolvendo a filha de Lula, Lurian. Isso é perigoso porque pode deslegitimar o pleito, opinou Tarso.


