Lula vai para a África com pensamento na China
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sábado, 13 de outubro de 2007
Fábio Zanini<br> Folhapress 
Brasília - Disposto a não perder terreno na ''corrida pela África'', o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a partir de segunda-feira a sétima visita ao continente, com uma programação que inclui alguns dos seus mais promissores mercados.
Desta vez, são quatro paradas, entre segunda e quinta: Burkina Fasso, República do Congo (também chamada de Congo-Brazzaville), África do Sul e Angola. Todos países com crescimento previsto para os próximos dois anos variando de 5% a até 16%, no caso angolano.
Os quatro têm também uma mesma característica: o assédio chinês, que já incomoda a diplomacia brasileira. O governo Lula vem se esforçando para aumentar a corrente de comércio (soma de exportações e importações) com os africanos, no que foi bem-sucedido. Passou de US$ 5 bilhões em 2002 para US$ 15,5 bilhões em 2006.
O problema é que as trocas da China com a África são bem maiores. Foram de US$ 50 bilhões em 2006, movidas por política de conceder empréstimos e não fazer perguntas sobre democracia e direitos humanos. Em troca de petróleo e minérios, os chineses financiam a reconstrução de países recém-saídos de conflitos.
Como de costume, Lula levará uma comitiva de empresários e dedicará grande parte de seu tempo a temas econômicos.


