Mais magro, queimado de sol e pronto para entrar em campanha, ‘‘como candidato ou como cabo eleitoral’’, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende uma ampla aliança e uma candidatura única de oposições contra a ‘‘política neoliberal’’ do presidente Fernando Henrique Cardoso. Inclui nessa frente até o maior empresário do país, Antonio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, que tem condenado a política econômica e a falta de investimentos na área social.
‘‘O Antonio Ermírio pode fazer parte da nossa frente, pode subir no nosso palanque’’, disse Lula, antecipando que vai telefonar ao empresário formalizando o convite. Apesar de garantir que seu nome não será obstáculo a um amplo acordo da oposição, ele faz restrições ao ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, que acaba de entrar no PPS, e ironiza o ex-presidente Itamar Franco, que se filiou ao PMDB. Age e fala como candidato. Diz que vai mudar de casa e que a partir de outubro pega a estrada e vai a todos os Estados, a começar por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, visitando universidades, sindicatos, associações comerciais e quem estiver contra o governo.

mockup