Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cometer gafes ontem, ao falar de improviso. Desta vez, ao receber da direção da General Motors (GM) a informação de que a filial do Rio Grande do Sul investirá US$ 240 milhões, por duas vezes, Lula trocou o nome da empresa pela da concorrente Mercedes-Benz.
Há três dias, ao discursar durante o aniversário de um ano do Fome Zero, ele criou uma situação constrangedora para o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que viajara a Brasília para pedir socorro, pois as chuvas causavam mortes no Estado. Ao cumprimentar os presentes na cerimônia, Lula perguntou a Dias se ele tinha fugido do Piauí com medo de morrer afogado pelas enchentes.
Uma das trocas de nomes ocorreu quando o presidente defendia o Congresso como instituição sempre tratada ''como cobaia por governantes para justificar fracassos de suas políticas econômicas''. ''Pois eu quero dizer, na frente do presidente da Mercedez... da GM'', consertou, ao perceber a ação impensada. Lula disse que estava com o nome da Mercedes-Benz ''na cabeça'', pois ficara impressionado com um discurso do presidente daquela empresa, feito em recente encontro de 220 empresários em Genebra, na Suíça.

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