Brasília Em ato com a presença do governador Itamar Franco (sem partido), o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, ontem na capital brasileira, apoio de setores do PMDB e do PFL mineiros.
Entre os apoiadores está o vice-governador eleito de Minas, Clésio Andrade (PFL), presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Oficialmente, o governador eleito de Minas, Aécio Neves (PSDB), apóia o candidato tucano José Serra.
Ao lado de políticos do PFL e do PPB, Lula destacou o apoio de partidos que tinham ''profunda'' divergência com o PT. ''Isso pode significar pouco para quem é leigo na política, mas, para mim, demonstra que o Brasil, depois destas eleições, nunca mais será o mesmo, porque eu gosto de fazer política e fazer política significa a arte de conversar'', afirmou o petista.
Lula criticou o atual governo por ter realizado poucas reuniões com governadores, com entidades representativas dos empresários e com sindicatos e disse que, se for eleito, vai negociar com todos os setores e manter um relacionamento político com os governadores, independentemente de seus partidos.
No discurso de apresentação dos novos aliados de Lula, Itamar Franco disse que, se dependesse de Minas, o petista já seria presidente. No primeiro turno, Lula conquistou 4,9 milhões de votos no Estado o que representou 53% do total e seu principal adversário, o tucano José Serra, teve 2,1 milhões (22,8%).
O governador afirmou que apoio a Lula significa apoio ao um ''governo em que a ética estará presente''. Além de Clésio Andrade, o deputado federal eleito Marcelo Siqueira (PMDB-MG) declarou apoio a Lula e se comprometeu a ajudá-lo no Congresso em caso de vitória do petista.
''Conte com o PMDB de Minas agora e depois, no seu governo, para dar ao Brasil um novo rumo. Um rumo de decência e defesa do interesse público'', afirmou Siqueira. Segundo Itamar Franco, o senador eleito Hélio Costa (PMDB-MG) também apóia a candidatura de Lula.

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