Lula tem ligeira vantagem entre governadores
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sábado, 19 de abril de 2003
Agência Estado 
Rio Os encontros dos governadores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o que aconteceu na quarta-feira, são sempre cordiais. Por trás das fotos sempre alegres, está, no entanto, um quadro cada vez mais definido dos aliados e opositores. Hoje, há uma ligeira vantagem para o governo. São 13 governadores aliados e 12 oposicionistas.
Apesar de menos numerosa, a lista de governadores da oposição tem Estados de mais peso político e econômico, como São Paulo e Minas Gerais. A vantagem para Lula é que, em início de governo, ainda não surgiram os opositores radicais. Por isso, não há impedimentos para que o presidente, só nesta semana, esteja nos Estados de dois governadores da oposição: Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, e Jarbas Vasconcelos (PMDB), de Pernambuco. Visitará também o Espírito Santo, do aliado Paulo Hartung (PSB).
A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, embora seja do PSB, partido da base governista, tem mantido uma posição independente, por causa das dificuldades de negociação com a União e de críticas de seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho, ao governo federal. O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), tem se aproximado de Lula, mas enfrenta uma forte oposição do PT local.
O Sul, que tem os três Estados governados pelo PMDB, fechou apoio total ao governo federal. Roberto Requião (PR) é aliado antigo. Luiz Henrique (SC) apoiou Lula no segundo turno, firmou um acordo com o PT catarinense e tornou-se colaborador do presidente, de quem é amigo. O gaúcho Germano Rigotto, embora enfrente dificuldades com o PT de seu Estado, defende o apoio a Lula desde que foi eleito.
Companheiro de partido do gaúcho, Jarbas Vasconcelos também está a favor das reformas, mas segue outro caminho. Avisa que não tem intenções de aliar-se ao governo federal, embora considere que Lula ''está tentando acertar''. ''Fui eleito para fazer oposição. Sou da oposição.''
Aécio Neves, no fim do ano passado dava a impressão de que seria o mais afável dos tucanos, mas agora tem sido o porta-voz dos insatisfeitos.


