São Paulo - Às vésperas de completar 100 dias no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua de bem com o eleitorado. A primeira pesquisa Ibope realizada depois de sua posse, para a Confederação Nacional da Indústria, revela que a soma de ''ótimo'' e ''bom'' do governo chega a 51% dos consultados, contra 36% dos que o consideram ''regular'' e 7% para os quais ele está ''ruim'' ou ''péssimo''.
Em outro item, 75% dos 2.000 entrevistados aprovam a forma como o presidente está administrando o País, contra 13% que desaprovam. Numa escala de zero a 10, a nota dada ao governo petista é de 6,8%. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.
A pesquisa, realizada entre os dias 20 e 23 em 145 cidades brasileiras, revela ainda que a confiança no novo presidente continua alta: 80% dos consultados confiam em Lula, contra 16% que dizem não confiar. Se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, ele ganharia no primeiro turno com 64% dos votos. A simulação, montada com os mesmos candidatos do pleito de outubro, aponta 15% de votos para o tucano José Serra, 8% para Anthony Garotinho (PSB) e 7% para Ciro Gomes (PPS).
Por fim, uma outra excelente notícia para Lula é que, na comparação feita entre seu governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 49% acreditam que o atual governo é melhor, contra 8% que pensam o contrário.
O mais importante programa anunciado pelo presidente, o Fome Zero, elevou para o segundo lugar, entre as preocupações dos brasileiros, a questão da fome e da pobreza. Numa relação de prioridades a serem atacadas daqui para a frente, esse item saltou para o segundo lugar, superado apenas pelo do desemprego.
A pesquisa revela, também, que há um sentimento geral de satisfação (74%) com a vida, em geral, contra 25% de insatisfeitos - mas os consultados revelam certo pessimismo com relação à economia. A inflação vai aumentar para 61% e 56% acham que o desemprego vai crescer. Subiu de 22% para 29% o total dos que acreditam que a renda das pessoas vai cair. É significativo, porém, o total de pessoas - 78% - para as quais o governo tem capacidade de controlar a inflação, contra 17% que não confiam.

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