São Paulo O candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita hoje a Paraíba, onde cumpre agenda na capital João Pessoa. Naquele Estado, PSDB e PMDB não estão aliados em torno do projeto presidencial do tucano José Serra. Ao contrário, são ferrenhos opositores entre si. O PMDB está fechado com Lula e outros partidos ligados ao PSDB também debandam para o lado petista.
PSB e PTB, que trabalham em prol da candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB) ao governo do Estado, lançaram ontem manifesto de apoio a Lula. Adesivos com a inscrição ''oPTei'', na cor verde característica da campanha de Cunha Lima estão sendo distribuídos por toda João Pessoa.
Na Paraíba, o petista obteve no primeiro turno 47,8% dos votos, contra 29,5% de Serra. Em João Pessoa, Lula recebeu 60,08% dos votos e o tucano ficou apenas em terceiro lugar, com 13,54%; Anthony Garotinho (PSB) teve 16,93%.
No Estado do Maranhão, o palanque de Lula pode reunir um número recorde de partidos. Hoje, o PSB e o PDT locais anunciam apoio ao presidenciável petista, unindo-se ao PFL, PL, PPS e PC do B, que já tornaram público seu engajamento na campanha.
Para os próximos dias, são aguardadas as declarações de apoio também do PMDB e PSD; além de pequenos partidos ligados à liderança do senador José Sarney (PMDB-AP). O PSDB, de José Serra, que concorreu sozinho ao governo estadual, pode continuar sozinho no segundo turno presidencial.
A coordenação nacional do PT estuda a possibilidade de criar um comitê suprapartidário para dirigir a campanha de Lula no Estado e já iniciou conversas com deputados federais ligados ao PMDB e ao PFL maranhense. ''Estamos dispostos a apoiar, desde que não tenhamos que apoiar o Lula anonimamente ou envergonhadamente. Se ele vier ao Maranhão vamos subir no palanque'', explicou o deputado federal reeleito Gastão Vieira (PMDB), referindo-se à resistência do PT local ao apoio de lideranças ligadas a José Sarney.
O presidente regional do PT, Washington Luiz, disse hoje que o apoio do PMDB, PFL e partidos da base governista é bem vindo. Mas para evitar o atrito entre partidos de bases eleitorais tão diferentes, a tendência é que haja duas frentes diferentes trabalhando por Lula no Maranhão, uma reunindo partidos de esquerda e a outra, mais ligada à coordenação nacional, com os partidos da base governista.
A diretoria da Força Sindical decidiu, ontem, liberar seus filiados a optarem por Lula ou Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais. No entanto, o presidente da central, Paulo Pereira da Silva (PTB), o Paulinho, voltou a declarar que seu voto será dado para Lula.

mockup