Lula tem a menor rejeição e mantém linha de campanha
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sexta-feira, 20 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo- A troca de farpas entre os candidatos José Serra (PSDB-PMDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS, PDT e PTB), custou caro aos presidenciáveis. Segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem, a rejeição dos três subiu depois do início do horário eleitoral na TV - em 20 de agosto - enquanto a de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu.
''O fato de Lula ter se mantido olímpico na disputa, já que ele não atacou ninguém, fez com que sua rejeição diminuísse. Já os outros três, como polarizaram, tiveram um aumento da rejeição'', afirmou o consultor político da CNI, Ney Figueiredo.
Segundo a pesquisa, a taxa de rejeição de Lula é de 28% ante a 34% registrada pela CNI em junho. ''É a menor taxa de rejeição de Lula na história'', observou Figueiredo. O candidato tucano tem atualmente 40% de rejeição. Em junho, Serra tinha 32%. Já Ciro Gomes, atualmente com 41%, tinha 28%. Garotinho estava com 38% e agora tem 43%.
O deputado federal e candidato ao Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse ontem que a campanha do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação Lula Presidente (PT/PL/PC do B/PMN/PCB), continuará a linha atual, sem responder aos ataques do candidato José Serra, da coligação Grande Aliança (PSDB/PMBD). Mercadante comentou que o resultado da pesquisa CNI Ibope divulgada ontem não indicou alterações relevantes no quadro eleitoral. ''As alterações estão dentro da margem de erro, foi apenas uma oscilação'', apontou.
Segundo ele, a campanha continuará sendo ''afirmativa, propositiva''. ''A militância está motivada e o PT tende a crescer na reta final'', apontou. Ele considerou ainda que não há chance das eleições serem vencidas no primeiro turno.


