Lula se irrita e deve excluir PDT da reforma
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terça-feira, 13 de março de 2007
Andreza Matais e Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou de idéia e não pretende mais acomodar o PDT no primeiro escalão do governo. Conforme a reportagem apurou, Lula entende que o PDT continua na oposição e atuando de forma independente no Congresso. A gota d'água teria sido a insistência do partido em instalar a CPI do Tráfego Aéreo. O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ), se posicionou contra o recurso do PT para que a instalação da CPI fosse discutida na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
De uma bancada de 23 deputados, 19 assinaram o requerimento de criação da CPI. Lula considera que a oposição fará palanque da CPI contra seu governo. O PDT também se posicionou contrário à medida provisória do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que cria um fundo de investimento com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
O partido vem constrangendo o governo para criar um seguro para garantir que os trabalhadores não tenham prejuízos, e também se colocou contra a uma proposta do Ministério da Previdência, que reduz o valor pago pelo auxílio-doença.
A sinalização de que o PDT não será contemplado na reforma ministerial veio segunda-feira, quando Lula pediu ao PT que indicasse um nome para o Ministério da Previdência. O PDT esperava acomodar na pasta o presidente da legenda, Carlos Lupi. Ciente da reviravolta, Lupi está em Brasília para tentar contornar a situação. O PDT fez oposição a Lula no primeiro governo e por isso não tem cargos no governo.
O presidente Lula afirmou mais uma vez ontem que não tem pressa para anunciar a reforma ministerial do seu segundo mandato. A divulgação dos nomes dos novos integrantes da sua equipe, que era esperada para dezembro, foi adiada por diversas vezes. Na semana passada, o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), disse que Lula anunciaria os nomes nesta semana. ''Eu não tenho pressa, não tenho data, ninguém está me cobrando nada. É um problema meu, que vou fazendo na medida que achar que devo fazer'', disse ele ontem depois de participar da abertura da Feicon (Feira Internacional da Construção), no Anhembi, em São Paulo (SP). Ele desconversou também sobre a data do anúncio da reforma ministerial.


