Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ontem no Palácio do Planalto os dirigentes do PL e do PSB para tentar recompor sua base partidária e parlamentar, a exemplo do que fizera com o PTB na semana passada. O PL e o PTB têm 48 deputados, cada; o PSB, 16. São importantes para a governabilidade, mas desde a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara, também passam por um processo anárquico em que os liderados não obedecem mais os líderes. No encontro, dirigentes de PSB e PL repetiram a fala dos dirigentes do PTB, na semana passada, reclamando justamente dos problemas de falta de coordenação política dentro do governo e da necessidade de reabertura de um canal político entre Congresso e Palácio do Planalto.
Os dirigentes culpam o PT e o governo pela situação desconfortável. O PT, por ter lançado um candidato dissidente à presidência da Câmara, dando início ao processo de desordem partidária. O governo, por ter ouvido os aliados quando necessário e por ter anunciado uma reforma ministerial que não foi capaz de fazer.
O novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse vai trabalhar para construir a unidade de todos os integrantes do governo. Prometeu ouvir mais os deputados para evitar derrotas do governo em votações importantes.

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