São Paulo O candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula das Silva tem um encontro inusitado marcado para este domingo. O petista irá se reunir com o reverendo Jesse Jackson, líder religioso e político dos Estados Unidos.
Jackson é um dos maiores defensores dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e normalmente é apontado como ''sucessor'' de Marthin Luther King. Ele mantém contato com a direção do PT há alguns anos.
O reverendo também é conhecido por seu envolvimento em questões de política internacional. Ele tentou mediar as relações entre os EUA e o Taleban durante o ataque norte-americano contra o Afeganistão, no ano passado, e vem apoiando a causa palestina na luta por um Estado independente.
O encontro entre Lula e Jackson acontecerá na 1 Igreja Batista de Santo André, no ABC paulista, e também servirá para que o candidato petista converse com representantes da comunidade evangélica. Faltando uma semana para a eleição, Lula deverá aproveitar a oportunidade para conquistar votos em um segmento que, nesta campanha, vem sendo explorado quase com exclusividade por Anthony Garotinho (PSB).
Nos últimos meses, Lula se encontrou com representantes de várias religiões. Ele foi recebido, por exemplo, na Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), e em um terreiro de candomblé em Salvador.
Ontem, o candidato petista não teve compromissos públicos de campanha. Ele passou o dia gravando programas para o horário eleitoral gratuito e foi ao Rio de Janeiro, à noite, para entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo.
O deputado federal Aloizio Mercadante (PT-SP) um dos coordenadores da campanha de Lula afirmou ontem que não existe qualquer definição sobre uma eventual equipe do governo petista. Mercadante defende que o PT deve se preparar para um segundo turno e não colocar o ''salto alto'', como se a disputa já estivesse ganha em 6 de outubro.
O parlamentar petista disse que qualquer definição sobre o Ministério da Economia e a presidência do Banco Central, em caso de vitória do PT nas eleições presidenciais, deverá ser tomada por Lula e que as eventuais nomeações não serão feitas em função do que hoje está sendo base de especulação na imprensa.

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